domingo, 18 de julho de 2010

Tradução

Gosto de conceitos
De jeitos e trejeitos
Músicos e poetas
De falar e escutar

Gosto de mesa de bar
De papel e caneta na mão
De rodinha de violão
De amigos e inimigos

Gosto de viajar
De comemorar sempre
Do novo e dos velhos também

Gosto de ler
De ver
De ser
Eu e também você.

O quê?

Estender o braço
Pode ser um abraço
Um soco
Um sinal de pare
Ou um pedido de socorro

Uma lágrima
Pode ser de alegria
De dor
De conveniência
Ou um gesto de amor

Um som
Pode ser uma música
Um gemido
Um grito
Ou uma palavra

Um braço estendido
Uma lágrima nos olhos
E um som
Pode ser mais do que se pode imaginar

Mais quem sabe seja apenas um "tchau"!

Pequenos Gestos

Um nome escrito errado
Por alguém que você nunca esperou que o escrevesse de forma alguma
Um fato insignificante numa madrugada qualquer
Que de repente te mostra o que você sempre quis ver

As coisas vão além do que você pode enxergar
Planejar é importante
Mais o inesperado é mais excitante

Um prazer em sentir as pequenas coisas
Tudo que parece ser insignificante
Pode ser o segredo da vida
O mistério que se chama ser Humano

Re-construção

Não quero mais te guardar num potinho
Resolvi abrir gavetas, caixas, portas e janelas
Se quiser ir embora, tudo bem.
Eu vou ficar bem
Solidão é uma condição humana
Mais novos encontros e a capacidade de recomeçar
Também é!
A partida, as despedidas, as perdas
Não significam simplesmente o fim
Estou abrindo espaço para o novo
É tempo de respirar melhor
De enxergar mais longe
E de sepultar os mortos
Hoje não quero mais viver de cinzas
É tempo de flores...
E a primavera começa agora!

Saindo do Armário...

Ela gostava de todos os tipos de música...
De todo tipo de comida...
tinha amigos de todas as idades e estilos.
Sonhava coisas opostas, e não sabia dizer quem era.
Queria muito poder se definir...
Tentou se encontrar em livros, na fala, na escrita
nas viagens, nas farras, na religião, no silêncio, na terapia...
Ai lhe disseram que era preciso sair do armário,
que a questão não era simplesmente saber quem era
e sim ter coragem de se mostrar,
assumir seus gostos, seus medos, suas culpas...
e iniciou se o processo!
O primeiro passo era olhar pra dentro desse armário,
e ver o que tinha ali dentro que a prendia,
era necessário organizar a bagunça para abrir as portas
sem que tudo desabasse...
Começou pelas questões amorosas,
os fantasmas de antigos amores que sempre estavam presentes.
Permitiu que um saisse pela fechadura, outro virou poeira e se dissipou no ar
outro derreteu e escorreu pra fora!
As coisas começaram a ficar no devido lugar,
já podia dizer mais sobre si...
a luz já aparecia nas brechas.
E se isso não era muito, podia se dizer que era lindo:
Ai nascia a ESPERANÇA!!!!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Você vai lembrar de mim (Nenhum de nós)

Quando eu te vejo
Espero teu beijo
Não sinto vergonha
Apenas desejo

Minha boca encosta
Em tua boca que treme
Meus olhos eu fecho
Mas os teus estão abertos

Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora - com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois

Esse foi um beijo de despedida
Que se dá uma vez só na vida
Que explica tudo sem brigas
E clareia o mais escuro dos dias

Tudo bem se não deu certo
Eu achei que nós chegamos tão perto
Mas agora - com certeza eu enxergo
Que no fim eu amei por nós dois
Mas você lembra! Você vai lembrar de mim
Que o nosso amor valeu a pena
Lembra é o nosso final feliz
você vai lembrar...vai lembrar...sim...
você vai lembrar de mim

(quem sabe não seja o fim da minha histórinha....)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Mais uma história de amor!

Era uma vez um casal que se amava muito, mas o desgaste do namoro, a imaturidade e algumas “burradas” fizeram com que eles se separassem. Ele mudou pra bem longe e no início foi tudo muito sofrido, mas ambos acostumaram com as feridas e essas já nem doíam tanto ou simplesmente passou a fazer parte do ser de cada um e não incomodava tanto. Suas vidas seguiram (felizes talvez), mas às vezes se reencontravam e o amor explodia, era mágico como estavam tão ligados. Às vezes se encontravam e resistiam, colocavam outra pessoa no lugar pra se sentirem mais fortes, ou pra demonstrar que continuavam vivendo um sem o outro, não sei se tentava provar isso pro outro ou pra si mesmo.
Mas o tempo foi se passado e nem eles mais sabiam o que eram um para o outro. Era como se pra continuar vivendo cada um tivesse guardado o outro num potinho.
Esse potinho ficava na estante do quarto de cada um, e era fácil ter um dia comum, chegar em casa olhar pro potinho e saber que ele não sairia dali a não ser que quisesse tirar. Às vezes só olhar não era suficiente, era necessário abrir o pote e colocar comida. Tudo era feito com muito jeitinho para o outro não escapar ou pra o pote não cair.
Outras pessoas foram entrando na vida dos dois e tudo era observado por trás do vidro do pote. A dor não era tão grande, pois estavam guardados e isso significava muita coisa.
Só que com o passar do tempo foram crescendo e o pote se tornou pequeno, o ar já não era suficiente.
Ai começou a dor, era horrível ver o outro sofrendo sem espaço dentro do Pote, mas era pior abrir e deixar que saísse. E se perdesse um ao outro pra sempre?
Às vezes se encaravam pra discutir o assunto mais era doído mexer nas feridas, então a cada cutucão dava um beijinho pra sarar...
Parecia uma história sem fim, mas algo mudou tudo.
Um dia ela chegou e não mais olhou pro potinho, e percebeu que podia viver sem ele ali. Ele observou ela vivendo sem ele e ficou magoado... se sentiu sufocado dentro do pote e morreu!